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Archive for 4 de Fevereiro, 2008

Para saber o que é o pudor e o impudor no homem e na mulher, cada um deles deve ter em conta a diferença natural de percepção do outro. Já referimos que o homem reage naturalmente, de modo automático, perante os valores meramente carnais do sexo feminino, enquanto que a mulher não sente habitualmente essa mesma atracção imediata perante o corpo do homem.

Por outro lado, o que é pudico ou impudico depende da situação em que nos encontramos e da função que tem que cumprir o vestuário. Não é o mesmo estar a tomar banho que estar numa festa. O que é perfeitamente apresentável como fato de banho, é totalmente inadequado como fato de festa. Aparecer numa festa de sociedade em fato de banho, é apresentar-se de modo impudico, destacar o estritamente sexual. E assim o sentirão todos os presentes.

O pudor não se pode reduzir, portanto, a centímetros de roupa. Depende de um conjunto de factores que influem na percepção que os outros têm de nós. Depende das diversas situações e da função do vestuário e depende também dos costumes no modo de vestir. Se, numa sociedade em que todas as mulheres andassem com as saias até ao tornozelo, uma se apresentasse com a saia a meio da perna, chamaria a atenção. E a atenção recairia sobre aspectos significativamente sexuais.

Por outro lado, as mesmas mulheres que andavam com as saias até ao tornozelo, quando chegava a hora de ir trabalhar para a horta, não tinham nenhuma dúvida em recolher as saias, pois a situação assim o exigia, para não estragar a pouca roupa que tinham. E ninguém considerava que aquilo fosse impudico. Se todas as mulheres andam com a saia a meia perna, isso não chamará a atenção, nem provocará uma consideração basicamente sexual do corpo. Mas nem tudo é uma questão de costume. Há certas leis características da percepção que reclamam a atenção sobre um ou outro aspecto do corpo. Determinados tipos de decotes ou mini-saias, roupas cingidas, etc., não podem deixar de chamar a atenção sobre os aspectos provocativamente sexuais do corpo feminino. E não é questão de mais ou menos roupa. Pode ter mais roupa e menos pudor. Podemos ver isso, nalguns casos, na nossa sociedade.

Isto é também o caso de certas tribos sem cultura nem técnica, que habitam em zonas húmidas e quentes. As circunstâncias de ambiente e a sua falta de técnica tornam impossível a roupa adequada, pelo que andam quase nus. O pudor costuma expressarse dissimulando o estritamente sexual, mediante uma simples faixa. Mas quando uma mulher quer chamar a atenção do homem, o que faz é precisamente cobrir o peito. As leis da percepção fazem que isso chame mais a atenção, uma vez que nunca anda coberta. E o que não se vê, mas se imagina, é mais provocativo que o que se vê normalmente, porque as circunstâncias fazem que esse modo elementar de vestir seja o único possível e, portanto, que seja pudico. Nessas circunstâncias, a percepção do conjunto da sociedade está habituada a expressar o pudor e o impudor sempre da mesma maneira.

Uma percepção deste género seria impossível num lugar como o nosso, no qual o clima exige cobrir-se em determinadas épocas. O simples facto de andar vestido em certas alturas altera totalmente a percepção da intimidade corporal. Se estamos habituados a ver-nos vestidos, a nudez tem um significado totalmente diferente, destaca uma “disponibilidade” sexual que não se apresenta na percepção de quem por necessidade anda habitualmente nu. Há aqui uma legalidade natural que nenhuma vontade pode alterar, nem sequer pelo desejo de uma pretendida naturalidade. O natural para o homem depende da sua formação cultural, pois essa formação altera a sua constituição neuronal e estabelece modos naturais de percepção, dificilmente alteráveis. O fenómeno contemporâneo da perda do pudor e do nudismo é algo totalmente diferente da nudez habitual e constante dos “bons selvagens”.

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“Como na história de Barba Azul:

se a porta proibida for aberta, a felicidade estará perdida.

  

 Foi assim que o paraíso se perdeu: quando o amor – frágil bolha de sabão – não contente com sua felicidade inconsciente, se deixou morder pelo desejo de saber.

  

 O amor não sabia que sua felicidade só poderia existir na ignorância das suas razões.”

                                                    

“O amor nasce do nada…e morre de quase tudo”

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Para Ptolomeu, o grande astrônomo egípcio,

a Terra era o centro do universo.

Mas Copérnico criou uma mudança de paradigma,

além de uma imensa resistência e perseguição,

ao colocar o Sol no centro.

Repentinamente, tudo podia ser interpretado de modo diferente…

0 modelo de Newton para a Física

era um paradigma preciso, e ainda constitui a base da engenharia moderna.

No entanto, era parcial e incompleto….

O mundo científico foi revolucionado pelo paradigma de Einstein,

a Teoria da Relatividade,

possuidor de um valor muito maior para a explicação e previsão dos fenômenos.

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La Bohème

SAUDADE DE OUTROS TEMPOS 🙂 

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Justiça dos homens

Frases sábias

A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida.
(Eduardo Girão)

Depressa se arrepende aquele que julga apressadamente.
(Pablio Siro)

 

É pior cometer uma injustiça do que sofrê-la, porque quem a comete transforma-se num
injusto e quem a sofre não.
(Sócrates)
Esta frase aplica-se ao 1º ministro de Portugal

Sê justo com alguém e acabarás por o amar; mas, se fores injusto com ele, acabarás por o
odiar.
(John Ruskin)

Quem decide um caso sem ouvir a outra parte não pode ser considerado justo, ainda que
decida com justiça.
(Séneca)

Faz o que for justo. O resto virá por si só.
(Goethe)

Pode-se ser cruel ao perdoar e misericordioso ao castigar.
(Santo Agostinho)

Não achas que a igualdade, tal como a entendem, é sinónimo de injustiça?
(Josemaría Escrivá)

Muitas são as leis num estado corruptíssimo.
(Tácito)

Deves temer a imprecação do oprimido, porque entre ele e Deus não se interpõe nenhum véu.
(Corão)

A criança que vive com a verdade aprende a ser justa.
(Ronal Russel)

Quem não castiga o mal ordena que ele se faça.
(Leonardo da Vinci)

A confissão das más acções é o primeiro passo para a prática de boas acções.
(Sto. Agostinho)

Há quatro características que um juiz deve possuir: escutar com cortesia, responder
sabiamente, ponderar com prudência e decidir imparcialmente.
(Sócrates)

A simbologia da justiça

http://www.mj.gov.pt/sections/o-ministerio/historia-do-ministerio/simbolos/downloadFile/attachedFile_f0/Os_Simbolos_da_Justica.pdf?nocache=1176919315.19

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Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

 Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não. 
(Sophia de Mello Breyner)

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Num momento, como o actual, em que é tão grande a carga erótica das modas, meios de comunicação, etc., muitos perguntam-se como manter uma atitude correcta quanto à estética da sexualidade. Convém aqui recordar que ver não é o mesmo que olhar. É inevitável ver muitas coisas que não se deve. O que se pode evitar é olhá-las, reparar nos pormenores, o adoptar essa atitude que contempla os aspectos do objecto apetitoso que o outro apresenta.Para educar a vista, requer-se um contínuo domínio dos olhos, que rejeite tudo aquilo que vá contra as leis do pudor antes mencionadas. Necessitamos ter uns olhos e uma imaginação treinados a considerar as pessoas como tais não como objectos. Quem se deixa levar pelo atractivo sexual imediato do corpo, cai inevitavelmente numa consideração animal do outro e provoca o disparo do próprio instinto. Quando uma pessoa tem o hábito de deixar-se arrastar pelos olhos, não pode evitar que o seu cérebro tenha uma carga excessiva de erotismo.O que dizemos dos olhos, pode-se aplicar ao ouvido, ao tacto, etc. Quando algo provoca um disparo da excitação, é necessário evitá-lo, porque se não, cair-se-á inevitavelmente sob o domínio descontrolado do instinto animal. Aqui há que distinguir entre sentir e consentir. Para educar a sensibilidade, a vontade terá que lutar com uma dinâmica que nem sempre domina. Como sucede com o cavalo que ainda não está domado, por vezes o domínio pode realizar-se só distanciando a vontade do que se sente, rejeitando essa resposta fisiológica que não dominamos. Pouco a pouco, este exercício fará com que o nosso corpo esteja cada vez mais educado. Necessitamos educar a nossa própria sexualidade, aprender a viver o nosso próprio corpo e o corpo dos outros como parte duma personalidade espiritual, como expressão duma alma que é capaz de amar e merece ser respeitada. Fonte:amar o corpo

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