«Mas estas discrepâncias só começaram a fazer sentir-se a partir de 2008″. O que, segundo Filipe Oliveira, vem confirmar “a incapacidade do Ministério da Educação em elaborar provas com o mesmo grau de dificuldade para as duas fases e de ano para ano”.»
“Como se previa, a nota baixou”, diz Filipe Oliveira, da Sociedade Portuguesa de Matemática, sobre os 8,8 de média na prova da segunda fase. Na primeira a média foi de 10.
Os pareceres que a SPM tem elaborado sobre as provas, antes de serem conhecidos os resultados, permitem aferir o que vai suceder, constata este responsável: “Quando dizemos que é mais difícil, as notas descem, quando constatamos que é mais fácil, as classificações sobem.
Nunca nos enganámos e não é bruxaria, mas sim resultado de um trabalho sério e objectivo de análise do grau de dificuldade”.
Este facto leva Filipe Oliveira a insistir que as oscilações nas médias entre as duas fases, ou de ano para ano, se têm devido “à variação da dificuldade dos exames” e não ao maior trabalho realizado pelas escolas ou aos efeitos das críticas de facilitismo feitas pela SPM e veiculadas pela comunicação social, como tem sido alegado pelo Ministério da Educação.
O responsável da SPM rejeita também a explicação dada pelo ME sobre a diferença de médias entre a primeira e a segunda fase, atribuída pelo Ministério às diferenças entre as populações de alunos que vão a uma e a outra. Sobretudo ao predomínio, na segunda fase, dos chamados alunos externos.
“Já o ano passado, o director do gabinete de Avaliação Educacional tinha apresentado o mesmo argumento para justificar a diferença (a média desceu 3,4 valores entre a primeira e a segunda fase).
Mas estas discrepâncias só começaram a fazer sentir-se a partir de 2008″. O que, segundo Filipe Oliveira, vem confirmar “a incapacidade do Ministério da Educação em elaborar provas com o mesmo grau de dificuldade para as duas fases e de ano para ano”.
fonte:O Público
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