Hércules (em Roma) ou Héracles (na Grécia) era filho de Alcmena (uma mortal) e de Zeus (Júpiter). Este disfarçou-se como seu legítimo esposo, Anfitrião, que se achava ausente na guerra de Tebas. Ao nascer, Zeus, para torná-lo imortal, pediu a Hermes que o levasse para junto do seio de Hera, quando esta dormia, e fizesse-o mamar. A criança sugou com tal violência que, mesmo após Hércules ter terminado, o leite da deusa continuou a correr e as gotas caídas formaram no céu a via-láctea e na Terra, a flor-de-lis.
Novamente encontramos que a crença em uma região paraíso na qual brota uma série de dons imortais, principalmente o poder da imortalidade ou a luz do conhecimento, é comum a quase todos os mitos do paraíso, e se em uma determinada tradição seus dons procedem do dourado fruto de uma árvore maravilhosa, em outra se converte em um cálice, o Grial sagrado, ou em algum manancial de águas puríssimas que proporcionarão ao iniciado o regresso e a recuperação de uma série de valores perdidos. Praticamente a formulação é a mesma, o grande segredo somente é acessível através de uma longa série de provas ou iniciações em determinados mistérios.
O mesmo mito, repetido por outros personagens, tornamos a descobrir na antiga Grécia, sob o nome de ” Jardim das Hespérides”, onde cresce a árvore das maçãs de ouro.




