Aquífero da bacia Tejo/Sado que é(era) uma reserva natural de água em Portugal…?
Maio 9, 2008 por Melita
Acreditar em quem?
Para além das Paisagens e do Património Natural, a Península de Setúbal goza da vantagem de ser servida pelo mais produtivo (acima dos 400 m3/dia sendo a probabilidade de insucesso em furos com mais de 200m relativamente reduzida), e extenso (6 920 Km2) aquífero do Continente – o aquífero da bacia Tejo/Sado, que abastece de água potável toda a região.
A qualidade da água é genericamente classificada como sendo de boa qualidade para consumo humano.
Quanto aos recursos hídricos de superfície, para além das reservas de água dos rios Tejo e Sado, a PS é relativamente pobre em água para usos humano e agrícola, por causa da fraca precipitação, agravada pela irregularidade dos caudais e o nível de poluição das linhas de água que flúem na região, o que obriga à necessidade de se recorrer ao regadio no período de estiagem e ao armazenamento de água.
Estas características justificam os consumos intensivos a que o aquífero tem estado sujeito para a satisfação das necessidades dos Municípios, unidades industriais, hoteleiras e agro-pecuárias.
A intensidade destes consumos tem vindo a aumentar, mercê do rápido crescimento demográfico, industrial e dos serviços (responsáveis entre si por 29% das captações), mas sobretudo, do aumento das necessidades da cultura intensiva de regadio (principalmente em Palmela, Montijo, Setúbal, Moita e Alcochete), responsável por 71% das captações. Apesar de os consumos actuais não ultrapassarem as capacidades de regeneração natural do aquífero, verificam-se todavia algumas situações, não relacionadas com a diminuição dos caudais disponíveis, mas com a qualidade da água. Têm-se registado elevadas concentrações de nitratos nas áreas de culturas intensivas do concelho de Setúbal e dois casos de salinização no Barreiro e em Setúbal. Se bem que não sejam considerados muito graves, estes problemas tenderão a aumentar no futuro próximo, se não houver um controlo adequado do sistema de captação e alguma racionalização no tipo de tecnologias e modos de produção usados pelos sectores produtivos. A qualidade do sistema de captação apresenta uma percentagem muito elevada de perdas de água, o que constitui um grave desperdício. É de realçar que, se o aquífero for afectado, ou pela poluição (difusa e/ou por influência da poluição das águas fluviais e dos estuários), ou pela salinização, este será um processo irreversível e a PS perderá um dos seus maiores trunfos de desenvolvimento.





