Com efeito, o beijo é, provavelmente, o motivo ao qual Florbela mais insistentemente recorre ao longo dos seus poemas, o que se deve, em parte, a um coloquialismo intimista inerente aos seus versos, e que, por vezes, se transforma numa prece murmurada, num amor confessado em segredo. Essa confissão é uma prece sensual, selada com um beijo.
Nos poemas em que a sensualidade da poetisa mais se deixa descobrir, a boca e o beijo estão, habitualmente, presentes, evidenciando a sensualidade latente de uma mulher que, rejeitando as regras impostas pela sociedade, decide assumir o papel que prefere. É uma prova de ousadia de uma mulher apaixonada, que evoca a presença do amado, ao falar em beijos ardentes ou no corpo delirante, como podemos constatar em «Volúpia».(CITI)





[...] O Beijo azarento! [...]